Essa semana vamos falar um pouco sobre a Indústria Criativa. Será que você está inserido nela?

A Indústria Criativa trata de um conceito que está na moda, mas que poucas vezes paramos para refletir sobre. Difícil encontrar uma visão única sobre o tema, porém o mais importante é entendermos exatamente essa variedade de percepções. A partir disso, podemos compreender melhor as conexões entre o desenvolvimento e a economia de forma mais estratégica, além de percebemos se somos parte dessa indústria, direta ou indiretamente.

O conceito

O termo “indústria criativa” varia de acordo com a interpretação que se te em diferentes países. É um conceito bastante recente, originado em 1994 na Austrália, no relatório “Creative Nation”. Com os anos, essa ideia ganhou força e foi se desenvolvendo, abrangendo áreas além das artes.

Temos desde então, o surgimento de diferentes modelos para tratar desse conceito. Como exemplo citamos o da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual) que é focado na questão da propriedade intelectual, que se divide em propriedade industrial e direitos autorais.

Apesar dessa discussão sobre como a indústria criativa é classificada, ela fica no centro da chamada “Economia Criativa”. Esse termo apareceu no ano de 2001, no livro de John Howkins sobre a relação entre economia e criatividade, segundo relatório da UNCTAD (2010).

No Brasil, um modelo reconhecido para entendermos a Indústria Criativa é o utilizado pela FIRJAN que classifica e engloba áreas tanto artísticas, científicas e tecnológicas. As suas quatro áreas são:

  • Consumo (publicidade e marketing, arquitetura, design, moda),
  • Cultura (expressões culturais, patrimônio e artes, música e artes cênicas),
  • Mídias (editorial, audiovisual) e
  • Tecnologia (P&D, TIC, biotecnologia).

No mercado internacional, em 2012, foram movimentados US$547 bilhões, (UNCTAD, 2010), não considerando o setor da pesquisa em seu recorte. De acordo com a FIRJAN, no ano de 2017, esse setor da economia movimentou no país R$171,5 bilhões, 2,61% do nosso PIB. Atuavam 837,2 mil profissionais, uma queda de 3,9% comparado a dados de 2015. E os estados de Rio de Janeiro e São Paulo despontavam com 50% dos empregos dessa área no país. Ou seja, o cenário ainda é de crise, mas ao mesmo tempo, aponta um protagonismo e potencial nacional e internacional do setor.

Pontos importantes da Indústria Criativa

A Indústria Criativa possui uma enorme relevância cultural, intelectual e econômica. Movimenta o mercado e é protegida pelos direitos de propriedade intelectual. Gera novas oportunidades, especialmente, para pequenos e médios empreendimentos. Para além do ganho monetário, propõe a troca de valores, ideias e propósitos. Ela contribui para a diversidade cultural, que se conecta com a promoção dos direitos humanos.

Reflexões

Você já parou para pensar se faz parte dessa indústria tão grande e relevante? Já pensou nas implicações e potencialidades dessa área nos próximos anos? E como outros países, com a ajuda de seus governos, têm se estruturado para apoiar esse setor inovador?

No meu próximo post vamos falar de Direitos Autorais. Até lá!

Recomendação de leitura do nosso post colaborativo no Correio do Brasil: clique aqui.

Referências desse artigo:

Creative Economy Report, UNCTAD,clique aqui.

Mapeamento da Indústria Criativa, FIRJAN, clique aqui.

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