Sobre empreendedorismo e liberdade

Empreender pode ser libertador ou não. Ver imagens de pessoas “poderosas” e confiantes circulando pelas redes sociais, tv e revistas pode ser muito estimulante e mágico para quem tem o desejo de empreender [Faça um teste e pesquise pela palavra empreendedor nas imagens no Google]. Muito importante é saber que estas imagens não passam de um instante, um click, e que idealizar e fazer acontecer uma idéia de negócio é tarefa complexa, que exige sentido, dedicação, investimento de tempo e dinheiro.

Faz sentido pra você?

Entendendo esse fenômeno mágico das redes sociais e trazendo a questão para a realidade do empreendedor, há duas motivações básicas para abrir um negócio: empreender por necessidade ou oportunidade. Segundo informa a página na internet do governo brasileiro, os países com maior número de empreendedores por oportunidades são também aqueles com maior nível de desenvolvimento econômico. Nesta mesma página, uma pesquisa aponta que o principal motivo para empreender no Brasil é a busca de maior independência e liberdade na vida profissional.

Mediante este dado e sabendo-se da complexidade envolvida no processo de empreender, uma pergunta surge de imediato: É possível reconhecer os momentos de ganho ou em que há perda da liberdade? Quando alguém pensa em independência e liberdade, é possível que deseje um trabalho com maior autonomia, onde possa participar das decisões e que valorize a identidade e as relações pessoais. Este é o objetivo de muitos empreendedores e profissionais criativos que conheço nos cursos e projetos, mas isso nem sempre é possível porque depende do momento e recursos [Conhecimento, rede e grana] de cada um. A questão é que estes momentos se misturam ou podem estar desequilibrados. Momento de avaliar se faz sentido e se conversa com o que realmente importa pra você.

Agora, uma pergunta para pensar: Até que ponto isso é possível para o empreendedor que planeja o crescimento sem limites do seu negócio? Propósito, foco, equilíbrio e ética com certeza fazem parte da caixa de ferramentas do empreendedor criativo. Mais dinheiro ou exposição compensam tudo? Para algumas pessoas que conheço, por exemplo, passar mais tempo com os filhos pode ter mais valor. Participar de um grupo de trabalho com valores colaborativos ou poder dar um passeio fora de hora também.

Negócio sonhado

É muito importante pensar [Cada um no seu tempo] sobre o que se gosta de fazer e o que você se vê fazendo no futuro de maneira que possa alcançar realização pessoal, profissional e financeira. Pensar sobre estes aspectos permite dar um passo adiante e, depois de refletir sobre o sonho de negócio, é hora de pensar: “Qual meu negócio já sonhado!? Ou seja, o que você ja realizou? Pode-se pensar sobre o conhecimento que tem na área que pretende atuar, assim como rede de contatos, disponibilidade financeira e de tempo para investir no tão sonhado negócio. Neste ponto inicia-se o processo de “olhar pra dentro”, oportunidade de saber de que forma e por onde se deseja percorrer este caminho e então se mobilizar para fazê-lo acontecer.

Pensando desta forma pode-se tirar as idéias de uma “zona nebulosa”, começar a colocá-las em prática e ainda estar mais seguro sobre os caminhos a escolher quando os ventos fortes começam a soprar perto da gente.

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