Foto de capa: Christophe Hautier em unsplash.com

Se queremos ter relações mais horizontais e autônomas em ambientes colaborativos, precisamos prestar atenção se há reciprocidade nas ações e interações.

Se buscamos no dicionário o significado da palavra ética, encontramos que se trata do conjunto de princípios, valores e conduta de um indivíduo ou grupo social. Assim, podemos pensar que a reciprocidade faz parte da nova ética em ambientes colaborativos. Uma habilidade socioemocional que pode trazer equilíbrio quando ativa ou desativa a colaboração entre duas pessoas ou grupo. E você, está atenta(o) à reciprocidade nas suas relações do dia a dia?

Vamos pensar como no modelo tradicional: Aquele do velho “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Ou seja, num ambiente hierárquico e competitivo temos uma forte relação de obediência e individualismo com pouca abertura à participação e… reciprocidade. É fácil entender que não há reciprocidade em relações verticais porque elas invariavelmente funcionam de cima pra baixo, como via de mão única. É importante lembrar que somos educados desta forma desde criança e, para muitos, é um hábito difícil mas possível de mudar.

A questão do individualismo também passa pela reciprocidade. Na medida em que você seja obrigado a ficar passivo e obedecer numa determinada situação, isso te força a buscar somente o que é melhor pra você. Por exemplo, sua posição, cargo, emprego, evitar um castigo ou manter um previlégio. Isso explica também porque as parcerias funcionam melhor no contexto da colaboração. Você não apenas recebe informação, mas contribui, opina, participa, troca e dialoga a partir daquilo que possui, que é seu propósito e que sabe fazer bem.

Foto: Jonathan Pendleton em unsplash.com

Num ambiente colaborativo a reciprocidade funciona na medida em que uma ou ambas as partes podem dizer não. As vezes pode ser muito difícil, mas é preciso saber entender e aceitar. Depois do “não”, existem outras possibilidades? Essa é uma questão central já que a colaboração flui sem problemas quando existe reciprocidade.

Confie e dê uma ou duas chances caso perceba que a pessoa não está sendo recíproca com você

É claro que nem sempre é fácil e o histórico de interações geram fortalecimento ou desgaste nas relações. Uma dica: confie e dê uma ou duas chances caso perceba que a pessoa ou pessoas não estão sendo recíprocas com você. Isso porque pode haver ruído no entendimento, pela própria complexidade das comunicações e interações. Agora, se a falta de reciprocidade é constante, talvez esteja na hora de pensar em alguma mudança, dar um tempo ou envolver outras pessoas. É a chance de evitar conflitos que dividem, ganhar equilíbrio e procurar novos caminhos.

Desta forma, as relações se atualizam quando se consegue passar pelos problemas e isso é importante para voltar a colaborar novamente. Como já afirmei numa outra postagem, as pessoas colaboram porque se importam com um objetivo ou causa e não porque precisam ou são obrigadas. Sendo recíproca, a colaboração continua fluindo, mas não será o fim do mundo caso não aconteça. Outras oportunidades se abrem e viva a liberdade de escolher!

Espero que este texto te ajude a trabalhar melhor em colaboração. Compartilhe com a gente se você reconhece ou não a reciprocidade e como trabalha essa inteligência socioemocional. Comente e compartilhe com amigos para criar grupos mais criativos e colaborativos. Até a próxima!

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